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4 formas de aplicar economia criativa para geração de renda

Por 1 de setembro de 2017novembro 30th, 2017Artigos, Projetos

Economia parece sempre estar ligada a algo sério e até mesmo chato – com o perdão dos especialistas –, não é mesmo? Seja pelo estudo da economia em si ou pela necessidade de economizar dinheiro. Mas associada ao “criativa”, parece que economia ganha outra face, muito mais leve… Mas afinal, o que é Economia Criativa e como aplicá-la?

A definição é mais simples do que parece! De acordo com o inglês John Howkins “são atividades nas quais a criatividade e o capital intelectual são a matéria-prima para a criação, produção e distribuição de bens e serviços” (originalmente publicada no livro “The Creative Economy”, 2001).

Basicamente, é setor econômico que tem a criatividade como base de seu negócio. Empresas que utilizam a criatividade e as habilidades dos indivíduos ou grupos como insumos primários. E podem abranger diversas áreas, como: arquitetura, artes cênicas, artes e antiguidades, artesanato, cinema, design, editoração e publicações, publicidade, moda, vídeo, televisão, rádio, softwares de lazer e música.

E o que ela traz de bom?

Com muitas profissões tradicionais e setores sendo extintos pela tecnologia – assim como novos vão surgindo –, a criatividade é perene. Ela sobrevive ao tempo e a qualquer mudança, pois é insubstituível, assim como os valores humanos. Assim, atuar com a economia criativa é tiro certo, valorizando o que temos de único.

E como aplicar?

Se você pretende começar um negócio e empreender na área, algumas dicas são valiosas. Entre elas: ter um objetivo, traçar o plano, criar um protótipo (especialmente quando falamos em produto) e, principalmente, botar a mão na massa!

Se você já é um empreendedor, é capaz de já ter até mesmo atuado com a economia criativa sem saber. Ainda mais agora que o termo se propagou. Aqui na Raízes, por exemplo, trabalhamos muito com grupos produtivos, sobretudo femininos, que usam seus saberes como fonte de renda. E não é que esses saberes fazem parte da economia criativa?! Confira:

 

Artesanato

Um dos casos foi o projeto ArteCarste, no qual auxiliamos com a geração de renda a partir do artesanato identitário na região das Grutas, em Minas Gerais.

Assim, melhoramos a qualidade das peças produzidas e preparamos os produtos para serem inseridos no mercado turístico. Procuramos também gerar mais qualidade de vida para o artesão, valorizando seu ofício e aumentado sua autoestima. Projeto semelhante de artesanato, grande expoente da economia criativa, foi o Cultura Sustentável no Jequitinhonha.

Mas também atuamos em outras áreas, que podem contribuir com algumas ideias, sempre visando a geração de renda:

 

Gastronomia

Desenvolvemos a pedido da Fundação Vale um projeto de geração de renda com mulheres do Morro d’Água Quente em Catas Altas – MG. O projeto teve 15 meses de duração, sendo finalizado em setembro de 2015 e alcançando resultados superiores às expectativas. A ideia, desde o início, sempre foi gerar renda vendendo os excedentes dos quintais e aquilo que os residentes da região fazem de melhor. A essência do projeto era valorizar essa produção orgânica e artesanal incrível que chega a conhecimento dos turistas que passam pela região e têm a oportunidade de participar da Feira Sabores do Morro que acontece sempre no segundo domingo de cada mês ou comprar do produtor diretamente em casa usando o mapa da Rota dos Sabores ou se guiando pelas placas nas fachadas das casas dos envolvidos. Tamanho sucesso gerou algo ainda maior: o Festival Gastronômico Sabores do Morro.

Moda

Como somos um negócio social, os projetos que abraçamos sempre têm esse direcionamento, inclusive na moda. É com esse apelo que estamos nesse momento em processo de aceleração do negócio social de artesanato das mulheres do Carmo. O grupo foi selecionado para a 2ª edição do Projeto Equidade da Fundação Vale devido a sua participação no Programa Agir, em Itabira, no qual foi possível constatar a existência de um grupo 100% feminino no município com muita vontade de empreender. E ainda em fase bastante inicial.

Tendo como base o tear manual, mas também lançando mão das habilidades de costura, crochê e bordado, Flores do Carmo Tecelagem Artesanal promete invadir o mercado com produtos amorosos feitos a mão em breve.

Turismo Cultural

Por fim, destacamos também a Fabriqueta de Turismo, que foi em parceria com o CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento). Foi uma oportunidade de aumentar o fluxo de turistas na região de Araçuaí, norte de Minas Gerais, valorizando ainda mais a riquíssima cultura da cidade e de todo o entorno, que inclui artistas e grupos culturais como os Trovadores do Vale e Lira Marques.

Esses são só alguns exemplos dentro das infinitas possibilidades de aplicação da economia criativa. Afinal, criatividade é sem limites, não é mesmo? E fica ainda melhor quando contribui para melhorar a vida de outras pessoas!

Tem ideias ou cases para contar? Compartilhe com a gente e até a próxima.