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7 maiores lições que aprendemos com projetos de impacto social

Projetos de impacto social podem transformar vidas, seja dos beneficiários, seja dos profissionais envolvidos no processo de desenho e implementação das ações. Por aqui na Raízes, trouxemos sete das maiores lições que aprendemos ao longo de 15 anos de atuação. Compartilharam suas experiências Jussara Rocha e Lizandra Barbuto, coordenadoras de projetos de impacto social; Mariana Madureira, diretora e cofundadora; e Marina Claus, gestora de projetos pela Raízes.

Confira a seguir.

 

1 – Colaboração é essencial

“Projetos sociais são projetos bem especiais, a cada atuação em um projeto dessa natureza, percebo que devem ter uma visão integral e sistêmica para o sucesso. Um dos aspectos essenciais é a colaboração, é preciso colaborar em todas as instâncias, entre participantes do projeto, entre os parceiros e os que irão se beneficiar com os resultados.

Sob a perspectiva de consultora de tais projetos, sempre há muito planejamento. O que aprendo a cada experiência é o balanço entre aplicar o que foi planejado e a percepção de compreender o momento que deve mudar a rota, ajustar o plano. Para isso, é necessário estar conectado com a prática no presente, buscar referências passadas e se abrir aos ajustes para o sucesso do projeto, esse é a modificação da teoria baseada na prática, que logo novos aprendizados irão aprimorar a prática do projeto propriamente”.

 

2 – Tudo bem ser flexível

“O meu aprendizado é sobre criar espaço para mudança no plano de execução. Ter claros os objetivos dos projetos de impacto social é fundamental, mas as estratégias para alcançá-los ao longo do caminho podem precisar de ajustes. A pandemia nos lembra da instabilidade de tudo e da importância de ser flexível. Projetos de longo prazo que não sofreram nenhuma alteração de percurso podem não ter dado atenção suficiente para necessidades e desejos de beneficiários ou clientes ou mesmo mudanças de mercado e novas tendências”.

 

3 – É um exercício de empatia e compaixão

“Trabalhar em processo sociais ampliou significativamente meu exercício de praticar empatia e sentir compaixão para diversos indivíduos e realidades que na minha vida cotidiana eu não alcançava”.

 

4 – É um olhar para a diversidade

“Para mim, o aprendizado é esse: olhar para a diversidade. Quando eu estou num determinado grupo ou trabalhando com determinadas pessoas, em determinado lugar, eu tenho que estar ali olhando para elas, escutando-as, aberta àquilo… Acho que essa é a beleza dos projetos sociais, dos projetos socioambientais, dos projetos de impacto social, porque eles trazem impactos na nossa vida pessoal”.

 

5 – Você nunca leva uma verdade

“Você é sempre um conector, uma pessoa que acolhe. Você nunca leva uma verdade, você nunca leva a sua proposição, a sua boa intenção de modo que aquilo seja a boa intenção e a verdade daquele grupo. Quando a gente trabalha com comunidades, quando a gente trabalha na perspectiva de transformar um território ou um grupo, a gente está falando de vidas e falando de processos que já são arraigados há muito tempo na vida dessas pessoas.

Então, o grande aprendizado pra mim é que a gente deve escutar, a gente deve ouvir, a gente deve olhar com olhos de profundidade, a gente deve acolher. Porque, só assim, a gente vai conseguir trilhar um processo com legitimidade e vai conseguir que ele também siga com sustentabilidade; que não seja uma transformação temporária, mas que faça parte da vida daquelas pessoas pra sempre”.

 

6 – O resultado é da comunidade

“O resultado é deles, no tempo deles e que a gente deve ter uma linguagem que realmente toque e que chegue àquele grupo, àquele beneficiário, para que essas informações que a gente leva se transformem em prática”.

 

7 – Tempo é preciso

“A gente não trabalha com o um processo de curto prazo para transformar as ações, de fato, em felicidade. A gente precisa de tempo. Os projetos sociais não são projetos de ‘prazo’, eles são projetos de ‘tempo’. Tem um tempo de entender, tem um tempo de praticar e o tempo de amadurecer. E aí a gente sai como aquele que plantou uma semente forte e vai vendo frutificar”.

 

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