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O que é o diálogo social e o processo de escuta com comunidades tradicionais

Uma empresa, instituição ou organização tem diversos stakeholders – que são os indivíduos e organizações impactados pelas ações do negócio. Aqui na Raízes, somos especialistas no diálogo com comunidades, especialmente comunidades tradicionais, que são, por definição da Secretaria dos Direitos Humanos “grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos por tradição”.

Mas antes de chegar especificamente na atuação da Raízes, vamos trabalhar alguns conceitos. Vem com a gente!

 

Padronização internacional

Quando falamos sobre diálogo com stakeholders, sabia que existe uma padronização internacional? Sim. Foi criada a norma AA1000, uma ferramenta de gestão. Ela foi lançada em 1999 pelo ISEA (Institute of Social and Ethical Accountability), hoje AccountAbility, como uma solução para gerar relatórios de sustentabilidade com mecanismos que asseguram a sua transparência e confiabilidade.

Assim, a essência da AA1000 é a aprendizagem e desempenho social, ético, ambiental e econômico das empresas. Ela aponta, por exemplo, estratégias para um caminho sustentável, além de favorecer a inclusão dos stakeholders nos processos decisórios da companhia. O principal dilema dos relatórios de sustentabilidade hoje no Brasil é a não obrigatoriedade de auditoria. Assim, em outras palavras, as informações ficam disponíveis para o público da maneira que a corporação quiser.

A norma ainda é pouco difundida (e praticada) no Brasil. Por isso, se possível, compartilhe com a gente como são esses diálogos na sua empresa e como funciona a gestão deles!

 

O que é um stakeholder?

Até alguns anos atrás apenas um “shareholder”, ou acionista, era considerado uma voz importante nas decisões de uma empresa. Isso tem sido revisto há bastante tempo para alguns de nós, mas é novidade entre empresas mais tradicionais – a ampliação da escuta e consideração dos atores. Stakeholders ou “portadores do interesse”, em uma tradução bem literal, pode ser um grupo tão abrangente quanto os clientes, fornecedores, a comunidade do entorno, o governo, instituições estratégicas, funcionários, acionistas. Essa lista de atores dependerá da natureza, tipo e complexidade de cada empreendimento.

Há empresas especializadas em diálogos institucionais, diálogos governamentais, comunicação interna e relacionamentos com clientes. Aqui na Raízes, quando o tema é engajamento com stakeholders, nosso forte é o diálogo com comunidades.

 

Dialogando com comunidades vulneráveis

Um dos projetos os quais atuamos teve como objetivo a realização de um Diagnóstico Social com a população das comunidades de Socorro, Piteira, Tabuleiro e Vila do Gongo, em Minas Gerais. Elas compreendem a ZAS – Zona de Alto Salvamento no município de Barão de Cocais, que foi evacuada devido ao acionamento da sirene de segurança da barragem de Gongo Soco em 2019.

As atividades da Raízes compreenderam o mapeamento e a caracterização dos vínculos e sentimentos da população evacuada com o território e a prospecção de suas expectativas com relação ao futuro. O trabalho foi executado por meio de uma escuta profunda e sensível com as comunidades, gerando dados de realidade e qualitativos.

O objetivo neste caso era nortear e orientar um trabalho de investimento social mais assertivo baseado em parâmetros de leitura do território. E que contemplassem também as nuances dessa realidade por grupo social sob a perspectiva dos comunitários. Confira aqui quais foram os principais resultados.

 

Dialogando com comunidades tradicionais

Outro exemplo prático da atuação da Raízes foi participar de um processo de diálogo social como uma das iniciativas do Governo do Estado do Pará para a cidade de Barcarena. Isso aconteceu entre abril e agosto de 2018, quando o município voltou à mídia no início daquele ano por conta de um transbordo da empresa Hydro. O incidente colocou em xeque a qualidade da água no lugar. Três anos antes, a cidade presenciava um acidente com o naufrágio de bois no porto da cidade.

Os trabalhos no território incluíram escuta ativa de reclamações, denúncias, sugestões e dúvidas da população. Entre os grupos da comunidade estavam ribeirinhos, indígenas e quilombolas. Nesses casos em específico é preciso ter ainda mais cuidado para levar em conta as questões socioculturais específicas de cada grupo e criar espaços de confiança para que possa haver as trocas necessárias. No caso de Barcarena era preciso garantir a denúncia sem represália e o entendimento das formas heterogêneas com as quais acidente afetou os diversos grupos de moradores de uma grande área do entorno.

 

Assim, compartilhamos um pouco da atuação da Raízes com diálogo social e o processo de escuta com comunidades tradicionais e vulneráveis. As ferramentas e estratégias que adotamos são analisadas caso a caso, identificadas no mapeamento inicial com a nossa equipe de especialistas. Como funciona por aí?