
Sua organização quer realizar palestras, oficinas ou ainda uma formação sobre autonomia feminina, políticas públicas, economia criativa, turismo responsável ou desenvolvimento territorial? Esses são alguns dos temas que a Raízes Desenvolvimento Sustentável tem levado para diferentes espaços de troca, conectando nossas experiências em campo com 20 anos de atuação em projetos de impacto socioambiental.
Ao longo de duas décadas, foram mais de 100 projetos realizados, 23 mil pessoas diretamente alcançadas e 214 negócios mentorados, incubados ou acelerados. E para além dos números, sabemos o quanto projetos socioambientais lidam com desigualdades históricas, disputas de narrativa, expectativas institucionais, indicadores, governança, orçamento, escuta comunitária e capacidade de continuidade.
Olhamos para todas essas frentes quando propomos palestras, oficinas e/ou workshops que engajam equipes, lideranças, parceiros e públicos beneficiários.
Por que levar essa conversa para dentro da sua organização?
Há uma demanda concreta por esse tipo de conhecimento. O empreendedorismo feminino, por exemplo, bateu recorde no Brasil em 2025: mais de 2 milhões de MEIs e micro e pequenas empresas lideradas por mulheres foram criadas no período, segundo levantamento do Sebrae. Ao mesmo tempo, dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que as mulheres ainda enfrentam barreiras persistentes no mercado de trabalho, como desigualdade salarial, informalidade e sub-representação em cargos de liderança.
O mesmo vale para o turismo responsável. Em 2025, a visitação em Unidades de Conservação federais movimentou R$ 40,7 bilhões em vendas, contribuiu com R$ 20,3 bilhões para o PIB e sustentou mais de 332 mil postos de trabalho no país, segundo estudo do ICMBio. São números que mostram o potencial econômico do setor, mas também deixam evidente a necessidade de planejamento, participação comunitária e distribuição justa dos benefícios.
Dados sobre economia criativa também reforçam esse potencial de atuação. No Brasil, a Indústria Criativa representou 3,59% do PIB nacional em 2023, movimentando cerca de R$ 393,3 bilhões, segundo o Mapeamento da Indústria Criativa 2025 da Firjan. No mercado de trabalho, a Economia da Cultura e das Indústrias Criativas chegou a 7,79 milhões de trabalhadores no 3º trimestre de 2024, o maior patamar desde o início da série histórica acompanhada pelo Observatório da Fundação Itaú.
A experiência da Raízes contempla e ainda conecta todas essas frentes de atuação, uma vez que empreendedorismo feminino, turismo e economia criativa também podem convergir na prática.
Por onde estivemos recentemente
Entre as ações recentes, a equipe participou de formações ligadas ao turismo responsável e ao desenvolvimento territorial, como o curso online de Turismo de Base Comunitária, Cultura Alimentar e Economia do Território, realizado com participação de Lucila Egydio e Jussara Rocha, abordando temas como hospitalidade territorial, segurança alimentar, acolhimento, organização comunitária, precificação justa e estratégias de comunicação territorial.
Também participamos, representada por Mariana Madureira, de uma formação com a eTrilhas, voltada a Unidades de Conservação estaduais do Rio de Janeiro. A contribuição esteve relacionada turismo responsável e empreendedorismo em áreas protegidas.
Outro destaque foi a participação da organização no CAMBI 2026, onde a Raízes apresentou metodologias próprias e conversou com empresas, fundações, institutos e organizações interessadas em desenhar projetos de impacto com mais consistência. Entre os temas levados ao evento estavam o Dona do Meu Fluxo, iniciativa voltada à autonomia menstrual, financeira e de vida de mulheres, e o Assessment para Projetos Socioambientais, metodologia criada para apoiar organizações na análise territorial, escuta de atores, leitura de riscos e desenho estratégico de iniciativas socioambientais.
A Raízes também realizou mentorias com o Instituto Futuros, antigo Instituto Oi, voltadas a negócios de turismo e artesanato apoiados pela instituição. As conversas contribuíram para ampliar repertórios sobre posicionamento, desenvolvimento de produtos, valorização de saberes locais, acesso a mercado e fortalecimento de iniciativas que nascem nos territórios.
Em Belo Horizonte, Mariana Madureira participou presencialmente de uma oficina no encontro Mulheres de Minas, em programação ligada ao Instituto Periférico. A atividade abriu espaço para conversas sobre empreendedorismo, autonomia feminina, políticas públicas e desenvolvimento, temas que atravessam projetos e metodologias conduzidos pela Raízes há muitos anos.
Tudo isso aconteceu ao longo do primeiro semestre de 2026.
Abrindo o segundo, em João Pinheiro, Minas Gerais, Jussara Rocha participou de uma mesa sobre “Raízes Culturais, Identidade e Desenvolvimento Social”; e, entre hoje e amanhã, conduz uma oficina de dois dias em uma ação vinculada à Vivas Cultura e Esporte, no contexto do projeto Arte em Rede. A atividade dialoga diretamente com uma frente importante da Raízes: o fortalecimento de iniciativas que conectam cultura, memória, economia criativa, território e protagonismo local.
Para a Raízes, faz parte de inspirar criar espaços de troca a partir do que aprendemos fazendo, ajustando rotas e construindo junto. É também uma forma de seguir semeando futuro.
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