Parece que foi ontem, mas já se passaram 10 anos. Senta que vem história :)

Parece que foi ontem, mas já se passaram 10 anos. A Raízes nasceu de um sonho coletivo de usar o turismo como vetor de desenvolvimento. Ela foi se recriando ao longo de sua estrada, ora focando em partes, ora olhando para o todo. Experimentou modelos de negócio diferentes, acumulou casos de sucesso e também “comprou alguns aprendizados”, como gostamos de nos referir aos investimentos de tempo e dinheiro em que não tivemos o retorno desejado. Foi definitivamente sangue, suor e sorriso. Muitos risos. Pois se não é divertido, não é sustentável! Nosso grande lema.

Pessoas incríveis compraram esse sonho e compartilharam dessa estrada. Muitas partiram para outros rumos definitiva ou temporariamente. Estradas longínquas ou estradas paralelas, que ainda se cruzam eventualmente. Esse é o fluxo da vida. Mas de alguma forma, todas essas pessoas ainda estão aqui, enraizadas. Somos a soma de nossas histórias. E é essa história que a gente compartilha com vocês, ainda que bem resumidinha, nesta linha do tempo.

Histórico

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2002/2005

A Raízes nasceu oficialmente em 2006, mas os primeiros passos para o empreendimento aconteceram antes. Nós, as co-fundadoras nos conhecemos na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ao iniciarmos o curso em 2002. Deste encontro, criamos a Território, empresa júnior de Turismo da UFMG. E, em 2005, nos graduamos com a inquietação de empreender.
2006

A Raízes surgiu de uma verdadeira inquietação e pela vontade de fazer diferente. Foram muitos sonhos idealizados, muitos debates construídos. Co-criação de nome, marca, portfolio… Naquele momento, éramos quatro sócias. O primeiro ano, 2006, foi marcado pelo trabalho com o zoneamento ecológico e econômico de Caeté e Sabará. Também iniciamos na coordenação executiva da Associação Brasileira de Ecoturismo e Turismo de Aventura (ABETA).

2007

Neste ano, assumimos a coordenação de comunicação e articulação da ABETA. Participamos de muitos eventos relevantes do setor como o Salão Mineiro de Turismo, o Salão Nacional de Turismo e eventos técnicos do programa Aventura Segura. Foi em 2007 também que Raízes criou o seu primeiro site. Ainda conciliávamos a empresa com trabalhos externos (Prefeitura, agência de turismo, ONG), mas correndo atrás do sonho de viver apenas da empresa.
2008

O terceiro ano da empresa foi marcado por um grande feito: a organização do Adventure Travel World Summit no Brasil, no qual atuamos fortemente. Foi um ano de trabalhos intensos na ABETA para os programas de Promoção Internacional de Ecoturismo e Aventura Segura. Nós, MM e Mari, nos mudamos para São Paulo e contratamos a nossa primeira estagiária, a Eliana

2009

Seguimos atuando no segmento de ecoturismo e turismo de aventura e, dessa vez, colaborando para a construção de um novo branding. Também expandimos ainda mais o trabalho pelo Brasil: enquanto Marianne fazia um trabalho de turismo comunitário em Aritapera, Santarém, no Pará, com as cuieiras, a nossa consultora em Sustentabilidade, Lucila Egydio, atuava no mesmo município, no projeto Destino Referência em Ecoturismo.

Foi então que cresceu a nossa inquietação em fazer um trabalho com mais significado. Saímos a campo para o Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas Gerais, e fizemos o mapeamento de 20 comunidades. Assim, surgiu a Raízes Artesanato, um projeto voltado ao comércio justo de artesanatos do norte de Minas e do Jequi. A turismóloga Tauana Costa também entrou para a nossa equipe em São Paulo.
2010

Naquele ano, tínhamos uma base e um estoque da Raízes Artesanato no Impact Hub em São Paulo SP e um escritório em Belo Horizonte. O trabalho estava intenso na correção dos inventários da oferta turística de Minas Gerais (422 municípios) e também junto ao ROTA da Estrada Real. Neste período, tínhamos mais de 20 estagiários em BH e, em São Paulo, a nossa querida Japa (a primeira de muitas!), Ana Paula Simamura.

Realizamos a Mostra de Artesanato Mineiro na Casa de Minas, em São Paulo, e participamos de muitos outros eventos de artesanato. Os trabalhos ficaram intensos também na capital paulista com a formalização da Aliança Bike, com a qual trabalhávamos desde 2009, e o apoio ao desenvolvimento da BLTA (Associação Brasileira de Turismo de Luxo) e da Braztoa (Associação Brasileira de Operadoras de Turismo). Ufa! Gás total!
2011

Participamos em 2011 da Mostra de Turismo Sustentável em Foz do Iguaçu e fizemos trabalhos para Piranhas e Marechal Deodoro (AL), com capacitações do Instituto Marca Brasil, e em São Miguel das Missões (RS). A Expedição Pantanal, liderada pela nossa “Sustenta” Lucila Egydio, percorria todo o bioma em busca de práticas sustentáveis.

Participamos também do projeto Bom de Copa, qualificando funcionários de bares e restaurantes em BH. Depois, fizemos uma viagem para o Jequi, nos reunimos com a comunidade e decidimos em conjunto mudar o foco do trabalho de geração de renda com o artesanato para o Turismo Comunitário.
Tivemos um super reforço nipônico com a entrada da Raiza Kato e da Mayra Sayuri no nosso time!

2012

Este foi um ano realmente muito marcante!Fomos finalistas do Prêmio Empreendedor Social de Futuro Folha. A filha da Mari, Maria Luiza, nasceu. Organizamos em conjunto com a Aliança Bike a primeira Brazil Cycle Fair.

Jussara Rocha, nossa consultora e hoje sócia, se uniu à equipe, já trabalhando na Mantiqueira e no Baixo São Francisco

O Projeto ArteCarste, em Minas, reuniu uma equipe de peso de consultores, incluindo a gente, para um projeto de valorização dos artesãos de 8 municípios no Circuito das Grutas;

Foram criadas novas embalagens interpretativas para os artesanatos da Raízes, viabilizadas através do nosso primeiro crowdfunding E enfim, criamos um novo site. Enquanto isso, no escritório de São Paulo… Mônica Rezende começou a estagiar conosco.
2013

Mais um ano de reconhecimentos, fomos finalistas do Prêmio Braztoa de Sustentabilidade!
Em 2013, também abrimos um novo escritório em BH, Seguimos no projeto ArteCarste, assumimos o desafio de remodular a RedeJur e contratamos nossa querida Bela Braichi.

Em São Paulo, assumimos a gestão executiva da ABETA. Rebeca Yoshisato se junta à equipe paulistana com o primeiro homem da equipe interna, Gabriel Batista.

Ao redor do Brasil, tocamos o Projeto (e que projeto!) de Desenvolvimento do Turismo no estado do Maranhão, e, também, o Projeto de Dinamização do Turismo do Baixo São Francisco, no qual depois de concluir o plano de desenvolvimento e segmentação, entramos na equipe do projeto de formação de redes empresariais.
2014

Somos suspeitas para dizer que todos os anos da empresa foram especiais. Mas em 2014, criamos o Roteiro de turismo comunitário Do Barro à Arte, nosso xodó, e tivemos o prazer de trabalhar com o Instituto Arara Azul, em Campo Grande.

Enquanto isso, a Lucila estava gerindo o SOS Pantanal, ali pertinho da gente. Trabalhamos ainda em São Bento do Norte- RN. A querida Maria Luiza Spolaor, depois de já ter trabalhado conosco no ArteCarste, se consolida como consultora na equipe neste projeto.

Fomos certificadas como Empresa B e passamos a fazer parte dessa comunidade global de empresas melhores para o mundo! Executamos ainda o nosso primeiro Abeta Summit enquanto gestoras da ABETA e, para completar, a Marianne participou do Vital Voices, um programa internacional de aceleração de negócios liderados por mulheres.
2015

A cada ano, os projetos foram criando volume. Em 2015, retomamos o trabalho da Associação Projeto Bagagem, importante organização do Turismo Comunitário, e atuamos junto com a Artesol e Ministério Público num lindo projeto de resgate cultural do Vale. Foi de nossa responsabilidade a organização do II Encontro da Turisol em Brasília, oportunidade única de retomar o diálogo entres as principais iniciativas de Turismo Comunitário do Brasil.

Em Minas Gerais, no Morro d’Água Quente, iniciamos um projeto de Empoderamento Feminino em parceria com a Vale. Já na Guarda do Embaú, em Santa Catarina, iniciamos um movimento sobre um novo jeito de pensar e viver o local, com apoio da nossa mobilizadora Marli Luísa.

A querida curadora de viagens Maria Sônia Pinho passou a integrar a equipe em alguns trabalhos, especialmente na organização da Sabores do Morro, junto com a mobilizadora local Poliana Martins. Para os a gestão executiva da ABETA, o Matheus Marques veio substituir a Rebeca no time. Com muita alegriafizemos um trabalho de benchmarking de práticas sustentáveis para a Toyota do Brasil.
2016

Este, que marca os 10 anos de empresa, sequer acabou, mas tem sido intenso e valioso! A Mariana foi indicada como finalista ao prêmio Cláudia. A Mayra, nossa querida supervisora, saiu para viver um período sabático na Austrália. No Brasil, ganhamos um espaço no Rio de Janeiro, centrando o administrativo com a chegada da Jamile Chadud na equipe de reforço. É ano de Jogos Olímpicos e a Raízes também está envolvida! Em parceria com o Passaporte Verde executamos iniciativas para um turismo responsável, com o apoio de Endaira Santos no time.

A Marianne criou junto com outras empreendedoras sociais a campanha #33diassemMachismo, que foi um sucesso! E não parou por ai: está totalmente dedicada agora à criação da Vivejar, uma nova empresa de impacto positivo focada em oferecer experiências para indivíduos e comunidades tradicionais brasileiras reconectando valores e aproximando realidades. Um propósito que nasce inspirado na atuação da Raízes no Vale do Jequitinhonha e ganha o mundo a partir deste aprendizado!

E o que materializa e celebra isso tudo? Esse site que vos fala!